Eu poderia fechar os olhos para o que passou, poderia tentar esquecer o que ficou, poderia esvaziar memórias e curar as dores, poderia perder nosso livro e me perder no tempo. Poderia afastar as lembranças, angústias, inseguranças e medos, poderia abraçar um novo mundo, poderia enxugar as águas e levantar do chão. Ah, eu poderia...
Poderia me trocar e fugir, poderia chorar e engolir, poderia mudar e ser feliz, poderia enfrentar e ganhar forças, poderia me esconder e ser covarde. Poderia negar e me valorizar, poderia negar e chorar, poderia negar e não arriscar, poderia negar e não saber do fim. Ah, eu poderia...
Existem coisas que só eu posso fazer por mim, mas hoje eu aceito julgamento, ideias e opiniões, hoje não me importo com o que os outros falam ou pensam ao meu respeito, mas me importo com a visão dos outros estando fora da situação. Porém hoje decido por mim mesma e se eu tiver vontade de um novo começo, se eu tiver vontade de tentar, de procurar, de dar a cara a tapa, eu vou, eu posso, eu quero.
Não vivo mais um dia pensando no outro, vivo o agora já que o que passou não dá pra voltar atrás e o futuro não dá pra prever.
Não adianta fugir quando se quer ficar, não adianta mentir quando se quer amar, não adianta esconder quando se quer estar.
sábado, 23 de março de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
OS SOBREVIVENTES
"Que aconteça alguma coisa bem bonita com você, ela diz, te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota sem nobreza, não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando..." - Caio Fernando Abreu
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Pequena aprendiz
Andei reparando que dezembro é um mês curioso, onde o passado e o futuro se confrontam de forma intensa e acredito que isso se explica pela proximidade do encerramento de mais um ciclo que nos faz olhar para trás e fazer um resumo dos últimos 11 meses que acabamos de viver. Loucura pensar que o tempo passa diante de nós, não é mesmo?
E pode até ser clichê qualquer coisa que eu ouse falar sobre o ano de 2012, mas durante esse ano eu vivi de aprendizados, tive primeiras experiências em diferentes assuntos e acredito que de tudo que passei fiz um bom proveito. Brigas familiares, decisões importantes para meu bem estar, primeiro trabalho, amizades de tudo que é lugar e de todos os jeitos, descoberta de um amor, novas fases, saudades, novas festas... E até mesmo aquilo que fez ferida, foi bom, foi aprendizado puro, aprendizado gostoso e posso dizer que estou aprendendo a virar gente e assim continuarei...
E só posso agradecer cada pessoa que passou na minha vida e me ensinou tantas coisas, agradecer pela palavras de conforto, pelos abraços sinceros e coisas que só eu sei o valor.
E SE O MUNDO ACABAR....
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Quem quer saber?
É tão difícil ter que ver aquilo que foi teu, aquilo que te proporcionou coisas boas, intensas e sinceras, simplesmente indo embora, mas uma vez ouvi dizer que se for realmente seu, vai voltar. E já voltou algumas vezes e enquanto não voltava parecia que tinha alguma coisa me impedindo de continuar, me deixando com pensamento preso e triste. Dessa vez foi e eu tentei ser diferente, não querendo antecipar tão pouco forçar a voltar, isso tem que ser de maneira espontânea e dessa vez eu quero que assim seja. Não quero antecipar dores e angustias, não quero perder algo bom por que não deu certo. Eu quero lutar não pela presença, mas pela lembrança e pela continuidade, quero que continue a ser bom, mesmo que de maneira diferente, mesmo que ainda haja deslizes. Os meus sentimentos dessa vez estão sabendo se controlar, estão em constante aprendizado e estão me permitindo deixar levar sem pressa e somente com pouco medo. Medo do que vai vir pela frente, mas que some quando olho pra trás. Fui feliz e não é por que nos encontramos assim que eu deixei de ser. Somos felizes e assim continuaremos a ser, juntos, perto ou separados e longe. Hoje já não desejo mais amor, desejo calma e paciência. Paciência para ver como nossos sentimentos irão decidir por nós e calma para não antecipar nada e curtir ao máximo qualquer oportunidade, sem culpa ou arrependimentos. Falo de nós de maneira alegre por que sei como vale a pena por mais chateada com certas situações, alegre pelo aprendizado e por tantas experiências. Dessa vez não tenho pressa, não tenho tanto medo... Só tenho saudades, mas sei que posso substituir o “nós” por “eu e você”. Não distantes, apenas diferentes, agora.
Amanhã? Quem que saber?
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Perto do que amo
Numa relação complicado entre pais separados, as vezes, nós, filhos, nos posicionamos de maneira errada. Comigo não foi muito diferente, mas depois de alguns anos decidi ser neutra em assuntos que resultam em mais problemas e realmente foi a melhor coisa que pude fazer. Não que eu tenha esquecido o passado e todo o sofrimento que passei como filha, mas aprendi que o amor que sinto tanto pela minha mãe, como pelo meu pai, não vai terminar independente do casamento deles ter dado certo ou não. Devemos tentar conciliar o nosso amor com os problemas, por mais complicado que isso soa ser, devemos passar por cima do que ficou pra trás. Já tive chateações imensas com meu pai, mas percebi que a falta que ele me faz é maior do que qualquer rancor que guardava dele e lembrei que o passado deve ficar pra trás, sem remexer por mais que tenha sido doloroso. Minha mãe sempre foi presente, uma amiga e de quem muito cuidei e que me ensinou a ser forte, mas ela também tem seus defeitos e as vezes doí ter que ouvir certas coisas. Ambos são os maiores amores da minha vida, são pra mim pessoas maravilhosas e grandes exemplos de vida. Hoje sei que fiz a escolha certa ao decidir ser neutra, longe de mais chateações e perto somente de quem amo, sei que depois de tanto sofrimento isso só vai me fazer bem. Hoje sou feliz assim e assim quero ficar.
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